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Recolher-nos para um espaço de leitura

Christian Boltanski - Flying Books - instalação 2012 . O país passa por um período em que todos precisam cuidar de si. Com este gesto podemos cuidar dos outros mesmo que distantes cortando a cadeira de transmissão viral. Não circulemos. Vamos respeitar os espaço uns dos outros. Na escola as aulas foram suspensas. Assim penso que podemos estar juntos nesta distância nos unindo através das leituras às quais nos darão um sentimento de comunidade leitora e assunto para nossos dias e para a volta à escola. Convido os estudantes que partilham comigo o espaço da sala de aula, aos professores que partilham a experiência da escola. Vamos ler juntos e garantir a saúde mental.
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Leituras para a quarentena - dia 10

Breve história da escrita Neste link uma breve história da escrita. o video fez parte da exposição riscos e rabiscos exibida no Farol Santander  em São Paulo no fim do ano passado. https://www.youtube.com/watch?v=y1GSzJXIiiY Mais imagens aqui http://www.pausaparanerdices.com/2019/09/10/exposicao-lendo-a-cidade-riscos-e-rabiscos-no-farol-santander/

Leituras para quarentena - dia 09

Rubens da Cunha Docente da Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB. Doutor em Literatura na UFSC, com tese sobre a obra teatral de Hilda Hilst. Membro do Núcleo Juan Carlos Onetti de Estudos Latino Americanos. Editor da Revista Landa, do Núcleo Juan Carlos Onetti de Estudos Literários Latino-americanos. (www.revistalanda.ufsc,br) e do Jornal Brasileiro de Teatro Caixa de Ponto (http://caixadeponto.wix.com/site). Membro do conselho editorial do Suplemento Cultural de Santa Catarina (Ô Catarina). Ministrante de oficinas de criação literária desde 2000. Atua como crítico teatral desde 2011. Poeta, escritor de literatura infanto/juvenil e cronista. Possui sete livros publicados Campo Avesso, (2001); Casa de Paragens (2004); Aço e Nada (2007); Vertebrais (2008), Crônica de gatos (2010), Curral (2015) e Breves exercícios para Fugitivos (2015). Instante 1 Jogados sobre o chão de madeira, uma calça de pijama, sapatilhas e um djembê. Persianas fechadas. Na estante sem livr...

Leituras para quarentena - dia 08

Denise Martins Freitas Denise Freitas  nasceu  em   Rio   Grande  (RS), em 1980. Escritora e Professora. É autora de  Veio  (2014);  Mares  inversos  (2010);  Misturando  Memórias  (2007). Possui publicações em  revistas  e  sites   literários ,  dentre  os  quais ,  Revista Sibila, Germina  Literatura ,  Musa   Rara .  Escreve em seu blog,  "sísifo sem perdas" . Autora de  Percurso onde não há editora Bestiário, 2017. Bio retirada da Revista Mallarmagens -  http://www.mallarmargens.com/2015/08/3-poemas-de-denise-freitas.html artigos da autora aqui:  https://sibila.com.br/author/denise-freitas Outras coisas cortam Umas quantas sombras, leva, atravessam todo território. Centenas de corpos muito mais que sombras aterroram massacres e a tonelada de equívocos que os acompanha. Ainda assim, sobram outras cois...

Leituras para quarentena - dia 07

Poemas de Telma Scherer Vivo em Florianópolis, onde trabalho como professora de literatura brasileira, na UFSC. Antes, estive por um ano como  professora substituta no curso de artes da UDESC (onde fiz uma segunda graduação), atuando na área da pintura. Fiz bacharelado e  licenciatura em filosofia, na UFRGS, e mestrado em literatura comparada. Concluí meu doutorado em literatura, na UFSC, em 2016. Estudei as relações entre poesia e performance, com uma leitura da obra de Ricardo Aleixo, com período de doutorado-sanduíche na Universidade do Porto.  Fiz um pós-doutoramento em Processos Artísticos Contemporâneos, também na UDESC, supervisionado pela artista Raquel Stolf.  Ministro oficinas desde 2004. Iniciei no projeto Descentralização da Cultura, da  Prefeitura Municipal de Porto Alegre.  Também trabalhei em diversos projetos da Coordenação do Livro e da Literatura, e como organizadora de saraus com o grupo Teia de Poesia. Fiz performances, o...

Leituras para quarentena - dia 06

Vicente Cechelero Nasceu em Ascurra em 1950 e faleceu em Navegantes em 16 de abril de 2000.  Em 1963, no colégio São Paulo, em Ascurra, escreveu as primeiras canções. Em 1968, estudante em   Curitiba , aderiu à luta contra a   ditadura militar . Radicou-se em   São Paulo   em 1969, participou do Jogral do Teatro Casarão, recitando   Brecht   com Maria Cohen e outros. Ingressou no curso de  Letras  da  Universidade de São Paulo . Colabora na imprensa com crítica literária, trabalhou com revisão e  tradução . Nilo Scalzo publicou poemas seus no suplemento literário de  O Estado de S. Paulo . Bacharelou-se em 1980 e, com bolsa, foi para a  Espanha , onde se especializou em  filologia  e  língua espanhola  (Madri, 1981), com Manuel Alvar (orientador), além de Carlos Bousoño, Luis Rosales, Antonio Quilis e outros. Iniciou mestrado na USP. Colaborou com O Estado de S. Paulo,  Folha de S.Paul...

Leituras para quarentena - dia 05

Poemas de Dennis Radünz Dennis Radünz é um poeta nascido em Blumenau e que vive atualmente na ilha do desterro (Florianópolis). Trata-se de um dos poetas mais coerentes que tenho lido nos últimos anos. Sua coerência vem a meu ver pelo projeto poético. Sua voz é impressa nos poemas cujo ritmo apresenta o poeta em sua ausência tipica do poema impresso. Isto equivale dizer que na medida em que o leitor conhece os livros do escritor ele perceberá o registro da voz na letra impressa. Nem todo poeta consegue ou alcança por vontade ou não essa tensão em seus poemas.  visite o site do escritor  https://www.dennisradunz.com/ DESCONHECIDO [ANOTAÇÃO PARA A OTOBIOGRAFIA] “quando eu finalmente alcancei a minha idade de criança me imaginava envelhecendo sendo o homem-invisível todo encoberto com crepúsculos      no mundo verde do ilocável mas os meus gestos de autoria atrás de mim – uns filamentos – me denunciam a evidência na superfície entreaberta...

Leituras para quarentena - dia 04

Imagino mar Cristiano Moreia aqui minha vigia nesta mata minha cabeça sempre maré alta sempre o mar na linha d’água afirmando o meu olhar feito retinaquário na hora particular de minha lua quando malhas da mata vazam luz nos poros do tecido verde vário vaga lumes quase sem gravidade não deixam fixar minha mirada faço meu   seu silêncio de anêmonas cuja cama é cochicho do riacho bailando de cambaio entre as pedras o mar é uma anfisbena no meu sangue sou todo água, imagino o mar onde saltam os peixes voadores nas folhas soltas quedam em cardume o vento nos meus poros as marolas o verdugo onde calo os meus amargos tem seu duplo no escuro da floresta no caule de uma árvore caída navega minha casa essa saudade atraco neste céu, rubra escotilha o sol puxa consigo a maré baixa descubro minha cara nesse mangue