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Leituras para quarentena - dia 07

Poemas de Telma Scherer



Vivo em Florianópolis, onde trabalho como professora de literatura brasileira, na UFSC. Antes, estive por um ano como  professora substituta no curso de artes da UDESC (onde fiz uma segunda graduação), atuando na área da pintura. Fiz bacharelado e licenciatura em filosofia, na UFRGS, e mestrado em literatura comparada. Concluí meu doutorado em literatura, na UFSC, em 2016. Estudei as relações entre poesia e performance, com uma leitura da obra de Ricardo Aleixo, com período de doutorado-sanduíche na Universidade do Porto. Fiz um pós-doutoramento em Processos Artísticos Contemporâneos, também na UDESC, supervisionado pela artista Raquel Stolf. 


Ministro oficinas desde 2004. Iniciei no projeto Descentralização da Cultura, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Também trabalhei em diversos projetos da Coordenação do Livro e da Literatura, e como organizadora de saraus com o grupo Teia de Poesia.

Fiz performances, oficinas e palestras para o SESC em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, desde 2006. Em 2017, participei do circuito Arte da Palavra, do Departamento Nacional. Entre 2007 e 2012, atuei nos projetos do SESC/RS e, anteriormente, do SESC/SC. Tive trabalhos no SESC Mais Leitura, Encontros Literários, Feiras de Livros, Programa SESC de Formação de Escritores, Estação de Leitura Social e Café Literário.
  
Na Bienal do Mercosul, co-coordenei o Espaço Educativo, ofereci oficinas e trabalhei como mediadora, na 7ª, 5ª e 4ª edições.

Tive três projetos financiados através de prêmios e editais públicos: um pelo Prêmio Elisabete Anderle da Fundação Cultural Catarinense (2014) e dois pelo FUMPROARTE (2009 e 2008).

Texto original no blog da Prof. Dra. Telma Scherer -  http://telmascherer.blogspot.com/


Depois



Há coisas que não cabem
nos olhos da professora.

A bomba que retumba
na beira do mar:
impossível
aprender a olhar.

Depois: ser um corpo
ter a pele
andar sobre a areia.

Depois: ver o dentro
no escuro, rastro, dobra
ou seio ou imagem de sereia.

Como ensinar o tempo.

Há coisas que sobram,
lições soçobram:
só vendo, ou sendo.


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Vicente Cechelero Nasceu em Ascurra em 1950 e faleceu em Navegantes em 16 de abril de 2000.  Em 1963, no colégio São Paulo, em Ascurra, escreveu as primeiras canções. Em 1968, estudante em   Curitiba , aderiu à luta contra a   ditadura militar . Radicou-se em   São Paulo   em 1969, participou do Jogral do Teatro Casarão, recitando   Brecht   com Maria Cohen e outros. Ingressou no curso de  Letras  da  Universidade de São Paulo . Colabora na imprensa com crítica literária, trabalhou com revisão e  tradução . Nilo Scalzo publicou poemas seus no suplemento literário de  O Estado de S. Paulo . Bacharelou-se em 1980 e, com bolsa, foi para a  Espanha , onde se especializou em  filologia  e  língua espanhola  (Madri, 1981), com Manuel Alvar (orientador), além de Carlos Bousoño, Luis Rosales, Antonio Quilis e outros. Iniciou mestrado na USP. Colaborou com O Estado de S. Paulo,  Folha de S.Paul...